INCORPORAÇÃO
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Imagino que a maioria das pessoas sabem o que é isso, sabem que é de forma voluntária ninguém sofre possessão na Umbanda, como diz um livro sagrado, "Eis que estou a porta e bato", ou seja, ninguém é obrigado a se desenvolver e/ou incorporar espíritos, todo o processo de desenvolvimento e a Incorporação exige muito dos médiuns principalmente dos médiuns iniciantes, que na maioria das vezes chegam na Umbanda e ficam impressionados, emocionados com toda aquela energia e com os ritos, realmente é tudo muito lindo, a chegada dos caboclos, os conselhos e a mansidão dos pretos velhos, a alegria das crianças, a imponência dos Exus e Pomba Giras... entre outros.
Um dos primeiros ensinamentos na Umbanda é a caridade, o amor, respeito, fé... que são a base, de um terreiro, não é somente a Incorporação que faz parte da religião como um todo. Incorporar um guia, é de uma certa forma muito fácil, é a coisa mais simples do mundo, exige concentração e o doar-se por completo para aquela energia, a parte difícil de incorporar os guias é incorporar os princípios éticos e morais da religião, todos sabem que precisamos ser o sal da terra, e a luz do mundo, ser a diferença entre todos os iguais, mas não só dentro do terreiro durante as giras, mas em todos os dias, em todo lugar, em todo momento, isso não quer dizer que vamos falar de *"macumba"* o tempo todo, mas sim mostrar através da nossa postura frente a maioria das pessoas de outros credos, que somos diferentes, que a nossa luz brilha nas nossas ações, na empatia, na caridade, no amor ao próximo.
Não significa que temos obrigação de aguentar tudo, mas impor os limites com sabedoria, mostrando a quem quiser ver, que não apenas incorporamos espíritos, mas incorporamos os princípios da fé, do respeito, da mansidão, do amor e caridade!
Será que estamos incorporando somente os guias?
Será que estamos incorporando em nossa vida os princípios?
Reflita!
Axé
Pai Pedro de Oxalá